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A Academia de Ciências Forenses (ACF) da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES) concluiu, com êxito, o primeiro Curso de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPA), conhecidas como drones, marcando mais um importante avanço tecnológico na atuação pericial do Estado.
O curso, com carga horária total de 40 horas, foi realizado no período teve início no último dia 02 e foi concluído nessa quarta-feira (11), sendo 16 horas destinadas à parte teórica e 24 horas à prática operacional. As aulas ocorreram na Escola de Aprendiz de Marinheiro (EAMES), da Marinha do Brasil, localizada na Prainha, em Vila Velha.
Participaram da capacitação 24 alunos, sendo 22 Peritos Oficiais Criminais da PCIES e dois militares da Marinha do Brasil. A formação foi conduzida pelos instrutores POC Christiano Honorato (coordenador), POC Rafael Depollo (coordenador), POC Fernando Colnago e POC Vinícius Médice.
Ao final do curso, os participantes foram submetidos à avaliação teórica e prática, com pontuação máxima de 10,0 pontos, sendo exigida nota mínima de 7,0 para aprovação.
A incorporação de aeronaves remotamente pilotadas representa um avanço significativo para a perícia criminal contemporânea, ampliando a eficiência, a precisão técnica e a qualidade dos trabalhos desenvolvidos pela Polícia Científica.
No contexto pericial, os drones permitem o registro aéreo detalhado de locais de crime, especialmente em áreas extensas ou de difícil acesso, como zonas rurais, áreas de mata, encostas, locais de desastres, acidentes de grandes proporções e cenas complexas. A visão aérea favorece a compreensão espacial dos fatos, auxilia na análise da dinâmica do evento e possibilita a identificação de vestígios relevantes com elevado grau de precisão.
O curso também assegura que os peritos estejam aptos a operar os equipamentos em conformidade com as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e da legislação vigente, garantindo a legalidade da coleta das imagens e a validade técnico-jurídica das provas produzidas.
Sob o aspecto da cadeia de custódia, o uso de RPA possibilita a obtenção de registros digitais primários do local de crime ainda em sua fase inicial, reduzindo interferências humanas e contribuindo para a preservação da integridade dos vestígios. As imagens, vídeos e modelos digitais gerados passam a integrar o conjunto probatório, devendo ser coletados, armazenados e apresentados de forma controlada, assegurando rastreabilidade, autenticidade e inviolabilidade.
A capacitação formal em pilotagem de drones é fundamental para garantir o uso adequado da tecnologia, promover a padronização de procedimentos e reforçar a segurança jurídica dos laudos periciais, além de fortalecer a credibilidade institucional da Polícia Científica do Espírito Santo.
O curso foi amplamente elogiado pelos participantes e considerado um sucesso pela organização. Novas turmas estão previstas, com o objetivo de ampliar a capacitação e formar multiplicadores tanto na capital quanto no interior do Estado.