Governo do Estado do Espírito Santo
17/04/2026 16h37

Polícia Científica identifica raticida de alta toxicidade em praça de Vitória

A Polícia Científica do Estado do Espírito Santo (PCIES), por meio do Laboratório de Química Forense (LABQUIM) do Instituto de Laboratórios Forenses (ILAF), identificou a substância coletada em uma praça da Alameda Ismael Ribeiro Pereira, na região entre os bairros Mata da Praia e Jardim da Penha, em Vitória. A análise laboratorial especializada confirmou tratar-se de Bromadiolona, um raticida do grupo dos cumarínicos. O composto tem ação anticoagulante, ou seja, impede a coagulação do sangue, e possui alto potencial tóxico. Embora sua aplicação seja legítima como raticida, o manuseio indevido do produto representa risco à saúde pública.

 

“Esse tipo de substância pode causar intoxicação grave, especialmente em crianças, idosos e animais. Mesmo em pequenas quantidades, há risco à saúde, e os efeitos podem não ser imediatos, se manifestando de forma progressiva no organismo”, destacou o perito oficial Francisco Manente, do LABQUIM.

 

De acordo com o perito, a principal via de contaminação ocorre por ingestão, embora a exposição por inalação e o contato com a pele também representem riscos. Em humanos, a intoxicação pode causar mal-estar, fraqueza progressiva, sangramentos nasais, gengivais ou internos, além do aparecimento de hematomas. Nos casos mais graves, pode evoluir para hemorragias significativas, com risco de morte. Em animais, os sintomas são semelhantes e requerem atendimento veterinário imediato.

 

A Bromadiolona é regulamentada pela Anvisa e a venda direta ao consumidor é autorizada em baixas concentrações (até 0,005% p/p) e na forma de iscas em blocos, iscas granuladas e pellets.

 

Caso seja identificado material suspeito, é essencial evitar o contato de crianças e animais. Em situações de possível exposição, a recomendação é procurar atendimento médico ou veterinário com a maior brevidade possível, informando a suspeita de contato com uma substância tóxica do tipo raticida anticoagulante.

 

“É muito importante manter os animais de estimação monitorados nas áreas externas. Caso o cidadão identifique algo estranho, ele pode tirar foto, se afastar e procurar uma delegacia ou a prefeitura”, destacou Francisco.

 

As circunstâncias em que o material foi encontrado estão sendo apuradas pela Polícia Civil. Informações e denúncias podem ser repassadas pelo Disque-Denúncia 181. Novas informações serão divulgadas conforme o avanço das análises e investigações.

 

Assessoria de Comunicação da Polícia Científica (Ascom/PCIES)

Comunicação Interna – Michelle Caloni: (27) 99849-7986 / (27) 3198-6024

Informações à Imprensa (Sesp): Olga Samara / Matheus Foletto

 

 

2015 / Desenvolvido pelo PRODEST utilizando o software livre Orchard