Governo do Estado do Espírito Santo
02/03/2026 12h12 - Atualizado em 02/03/2026 12h25

Laboratório de Toxicologia Forense da Polícia Científica do Espírito Santo é o único das polícias do país a realizar análise em cabelo

A Polícia Científica do Estado do Espírito Santo (PCIES), por meio do Laboratório de Toxicologia Forense (LABTOX), é a única polícia a realizar análises de cabelo para fins criminais. O exame vem se consolidando como um método seguro e eficaz para a detecção de drogas de abuso, medicamentos e outros agentes tóxicos, e é realizado pela perícia capixaba desde 2015.

A análise de cabelo é realizada no LABTOX em casos de crimes facilitados por drogas, como por exemplo abuso sexual, e o Boa Noite Cinderela. Além disso, intoxicações crônicas resultantes de envenenamento também podem ser detectadas pela análise do cabelo.

De acordo com a perita oficial criminal, Mariana Dadalto, chefe do laboratório, diferentemente do sangue e da urina, o cabelo permite a detecção de substâncias semanas ou até meses após a exposição.

“Isso acontece porque, à medida que o fio cresce, ele incorpora essas substâncias e funciona como um verdadeiro marcador biológico ao longo do tempo. Assim, é possível até dividir o cabelo em segmentos e descobrir em qual período a pessoa esteve exposta ou fez uso de determinada substância. Essa característica possibilita o rastreamento retrospectivo do histórico de exposição ou consumo, permitindo inclusive a segmentação temporal mês a mês”, explicou a perita.

Além disso, desde 2012, a perícia capixaba mantém convênio com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que viabiliza a utilização do Espectrômetro de Massas com Plasma Indutivamente Acoplado, equipamento de alta precisão para análise de elementos químicos, utilizado em casos como os de intoxicação crônica por arsênico, por exemplo. No caso das demais substâncias pesquisadas nas perícias do LABTOX, aproximadamente 60, são utilizados os equipamentos de cromatografia da própria Polícia Científica.

Segundo Mariana Dadalto o número de casos analisados vem aumentando, entretanto, ao aumento também está relacionado ao maior conhecimento por parte das autoridades da existência do exame, que passaram a solicitar o exame com maior frequência. “O crescimento e a especialização da equipe do laboratório também refletem no número de análises realizadas”, detalhou.

 

ANO

CASOS ANALISADOS 

2015

3

2016

2

2017

1

2018

6

2019

6

2020

5

2021

5

2022

8

2023

11

2024

15

2025

19

 

Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1QakqVTBCkfCIUJ2ebFRO6dpcpENNt1JT 

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